Novelas brasileiras

Na segunda parte do especial dos 26 anos do SBT, vamos destacar as novelas. Desde abril de 82, portanto, antes de completar seu primeiro aniversário, o SBT já investia no produto de maior audiência da televisão brasileira. De lá, até os dias de hoje, a emissora produziu várias novelas, e também trouxe ao país, grandes sucessos argentinos, colombianos, venezuelanos, e principalmente, mexicanos.A primeira novela produzida pela emissora foi “Destino”, de Raymundo Lopes e Crayton Sarzy. No elenco, Ana Rosa, Flávio Galvão e Ricardo Blat. No mesmo ano, foram ao ar “A Força do Amor”, “A Leoa” e “Conflito”. O primeiro grande sucesso, só veio em 84, com “Meus Filhos, Minha Vida” com Mirian Pires como protagonista. A garota de Ipanema Helô Pinheiro, e a eterna jurada Sonia Lima fizeram participação na trama. Ainda em 84, o SBT fez o remake de “Jerônimo” com o falecido Francisco di Franco no papel principal.

“Joana” de 85, trazia Regina Duarte como a personagem-título. “Cortina de Vidro” em 89, resgatou o núcleo de dramaturgia do canal. Sandra Annenberg estava no elenco, junto com Hérson Capri e Antônio Abujamra. No ano seguinte, Edson Celulari vive Totó em “Brasileiras e Brasileiros”, novela que abordava o mundo da luta-livre de mulheres (foto no alto). Ney Latorraca era o homem-nú da estória. Lucélia Santos e Carla Camuratti, as protagonistas femininas. Em 94, o grande ‘boom’ do setor: “Éramos Seis”, uma produção de época (ao lado), que atingiu grandes índices de audiência. O elenco estrelar garantiu o Troféu Imprensa e o Troféu da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor novela. Irene Ravache e Othon Bastos viviam o casal Lola e Júlio.

Nos anos seguintes, o SBT manteve a linha de novelas de época, com “As Pupilas do Senhor Reitor” (94/95) e “Sangue do Meu Sangue” (95/96). Sem esquecer os-ossos-do-barao-4.jpg“Os Ossos do Barão” (ao lado, de 97 com Juca de Oliveira), “Fascinação” (98, que revelou Regiane Alves) e o remake de “O Direito de Nascer” (produzido em 97, exibido cinco anos depois, com Guilhermina Guinle e Jorge Pontual). Vieram também outras produções, como “Pérola Negra” (98), “Dona Anja” estrelada por Lucélia Santos, a infantil “Colégio Brasil”, “Razão de Viver” (96) e “Antonio Alves, Taxista” com Fábio Júnior (todas em 96).

Sem dúvida nenhuma, o maior sucesso do SBT nesses 26 anos foi “Chiquititas”, co-produção com a argentina Telefe, que ficou no ar de 97 a 2001. Em agosto de 2001, a emissora resgata novamente o núcleo de dramaturgia, com pequenos espaços entre uma novela e outra. Vieram “Pícara Sonhadora”, “Marisol” (2002, com Bárbara Paz), “Jamais te Esquecerei” (2003), e “Amor e Ódio” (2001), dentre outras. Atualmente, a maior parte das novelas exibidas são remakes de telenovelas já exibidas: “Esmeralda” (de 2004. No papel-título, Bianca Castanho), “Os Ricos Também Choram” (2005), “Cristal” (de 2006, remake de “O Privilégio de Amar”) e “Amigas & Rivais”, que está no ar.

Amanhã, a terceira parte do especial SBT 26 Anos, aborda as novelas estrangeiras. Fotos: Divulgação SBT.

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