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especializado em TV/por Guilherme Guidorizzi

“Domingo Legal” celebra 20 anos no ar

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Evolução das logos e momentos marcantes no dominical que completa 20 anos no ar

No dia 17 de janeiro de 1993 às 13h estreava um dos programas mais revolucionários da TV brasileira. Com a apresentação de Gugu Liberato e direção geral de Roberto Manzoni, o “Domingo Legal” teve um começo tímido. Mesclando musicais (como Deborah Blando, convidada da estreia), concursos de dança e externas (o ‘Homem da selva’, uma releitura do ‘Rambo brasileiro’), a atração era uma versão vespertina dos primórdios do ‘Viva a Noite’, exibido entre 1982 a 1992.

Se as dançarinas continuavam a se equilibrar em taças, o formato do “Domingo Legal” foi sendo redesenhado de tempos em tempos. A disputa ‘Eles e elas’ passou, rapidamente, a fazer parte do cardápio de quadros que o dominical viria a exibir ao longo de duas décadas. Vieram brincadeiras como ‘Desenhe, acerte e ganhe’ e ‘O que é o que é?’. Porém, a grande revolução viria em 7 de agosto de 1994, quando passou a ser exibido ao vivo e mexer com a audiência da TV, que andava estagnada.

O “Domingo Legal” criou quadros clássicos como a ‘Banheira’, ‘Telegrama legal’, ‘Sentindo na pele’, ‘Táxi do Gugu’, ‘Gugu na minha casa’, ‘Loucuras de amor’ e muitos outros. A versatilidade do animador podia ser vista no palco, em quadros pré-gravados ou mesmo nas ruas de São Paulo. A Avenida General Ataliba Leonel e a Rua Azir Antonio Salton se transformavam em ‘puxadinhos’ do estúdio para abrigar desde gincanas envolvendo cães e automóveis, até disputas entre artistas. Ou mesmo mulheres enlameadas, uma macaca que atirava pratos ou o que a imaginação pudesse criar.

A Globo, então líder, sentiu o baque e foi trocando constantemente de programas na faixa entre 12h e 16h: ‘Temperatura Máxima’, ‘Escolinha do Professor Raimundo’ e ‘Família Dinossauros’, só para citar alguns, acabaram escalados sem sucesso. O voo maior ocorreu quando os Mamonas Assassinas morreram em um trágico acidente em março de 1996. A partir daí, de vez, o jornalismo deu as mãos ao já tradicional programa de todos os domingos. Vieram coberturas como a do sequestro o irmão de Zezé di Camargo & Luciano, a rebelião no Carandiru e, recentemente, a morte de Hebe Camargo.

Em 97, o “Domingo Legal” passa a ser exibido mais tarde numa faixa denominada ‘Domingo Especial’. Assim, enfrentava frente a frente o ‘Domingão do Faustão’. As vitórias foram sendo colecionadas a cada semana. Em 2000, o programa ficou 30 semanas seguidas na liderança. Em 2001, fez ainda melhor: 48 semanas no topo. Quem não se lembra de Gugu beijando o coração da estátua do Cristo Redentor. Ou se passando por mendigo nas ruas.

A partir de meados dos anos 2000, a atração perdeu um pouco o fôlego. Um jornalismo de denúncia chegou a ficar algum tempo no ar, ao mesmo tempo que viriam quadros de nomes curiosos como ‘Periferia FM’ e ‘Quero novidade’. Nessa época foi criado o ‘De volta pra minha terra’ e o ‘Domingo do bem’. Um pouco adiante, o carro-chefe da atração nos dias de hoje: ‘Construindo um sonho’.

A história de Gugu no “Domingo Legal” teve fim em julho de 2009. Celso Portiolli assumiu o programa e, até hoje, resgata brincadeiras exibidas em várias atrações do SBT. Seja o ‘Foguetinho’ (‘Domingo no Parque’) ou a ‘Porta dos desesperados’ (‘Oradukapeta’). As reportagens externas internacionais se concentraram apenas nos EUA, mas em duas décadas o programa viajou para o Paraguai, Marrocos e Israel.

Na atual fase, Seu Barriga e Quico, do seriado ‘Chaves’ passou a ser presença constante. Em entrevista gravada ou no palco, já bateram ponto, entre muitos outros, Caetano Veloso, Thalia, RBD, Daniela Aedo, Daniela Luján, Shakira, Latino, Leonardo, Ricky Martin, Daniel, Chitãozinho & Xororó, Ivete Sangalo, Hanson, Gabriela Spanic e Alexandre Pires, além dos elencos de filmes como ‘Harry Potter’.

E entre tantos quadros, destaque para ‘Bom dia legal’ (com, entre outros, ET, Rodolfo e Otávio Mesquita), ‘Repórter Goiabinha’, ‘Portuga legal, ‘Um dia de princesa’, ‘Top 10′, ‘Dormindo legal’, ‘Trocando as bolas’, Rola na rede’, ‘Devo não nego, pago se puder’ e ‘O meu pai é melhor que o seu pai’. Entre tantas lembranças, homenagens para diversas personalidades e as participações de Mr.M (revelando seu rosto pela primeira vez na TV brasileira) e Jean Claude Van Damme não poderiam ficar de fora do programa que mudou o domingo do brasileiro.

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Publicado em 17/01/2013 por em Televisão, TV Memória.

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