Record se dá bem e folia na TV despenca

PLÁSTICA

A Record lança sua nova logomarca e identidade visual neste final de semana no ‘Domingo Espetacular’. ‘Teasers’ estão no ar já alguns dias com os principais artistas da casa.

CONFETE FURADO 1

Esse ano, o colunista não ficou quatro madrugadas em claro vendo todos os desfiles de SP e RJ, mas pode fazer uma avaliação da cobertura da Globo, já que viu os desfiles através de ‘taipe’. De um modo geral, o Globeleza foi caótico, novamente. Em SP, Mariana Godoy chegou a ficar em segundo plano diante de um competente Cléber Machado. A apresentadora parece não ter voz para aguentar uma maratona de quase 9 horas de transmissões.

O time de comentaristas de SP está, sem exagero, infinitamente melhor que o escalado para cobrir o carnaval do RJ. Aqui, temos que ver Eri Johnson e Haroldo Costa, dois salgueirenses assumidos, e Fernanda Abreu. Cadê os carnavalescos ou gente do samba? Sim, Haroldo Costa é do mundo dos ‘bambas’, mas pouco acrescenta. Em SP, Leandro Lehart fez boa participação, assim como Aílton Graça e Celso Viáfora. Contudo, Leci Brandão faz muita falta nas transmissões. O mais curioso é que a Globo falou tanto de uma câmera que iria voar no Anhembi, mas a engenhoca simplesmente sumiu ainda na primeira noite.

Chico Pinheiro, em SP, e Ana Paula Araújo, no RJ, brilharam no comando do ‘estúdio Globeleza’ por igual. O time de repórteres também se destacou, principalmente os informais Marcio Canuto e Mariana Gross. A Globo continuou a reduzir os efeitos especiais com as cores da escola, mas abusou dos vídeos enviados pela Internet. Já o carnavalesco apresentando destaques dos desfiles foi uma ótima novidade. Por outro lado, a abertura priorizando o time de repórteres/apresentadores no lugar das escolas soou estranho. Ainda bem que os textos melódicos no início dos desfiles saíram.

No RJ, Luis Roberto e Glenda Kozlowski abriram os trabalhos fazendo o caminho inverso na Sapucaí daquele feito no final de 2011; neste ano, voltaram a sair do estúdio e se encaminharam para a dispersão, no final do desfile da Grande Rio. Ela, infelizmente, fez sua pior narração: repetia informações, abusou de risadas e acrescentou quase nada. De quebra, ainda ‘derrubou’ seu companheiro.

Os índices pífios no Ibope, tanto no RJ como em SP, mostram que o público cansou desse mesmo estilo de transmissão e de sua maratona interminável. Não seria melhor gravar e exibir no dia seguinte os melhores momentos na companhia de representantes de cada escola? Assim se poderia analisar as agremiações e não se perderia tempo explicando alas e alegorias, às vezes com textos longos e lidos sem cerimônia.

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Estreante na Sapucaí, o SBT Folia não poderia ter sido pior. Analisando somente as duas primeiras escolas, a emissora repetiu o que a Globo fazia lá nos anos 90: ignorou a primeira escola e entrou em rede com o desfile já começado. Durante o desfile da Paraíso do Tuiuti, a arte trocou o ‘do’ por ‘de’; e a marca d’água nem ficou no ar.

Pior do que isso foi não ouvir a bateria e nem o samba-enredo. O áudio da cabine estava em um volume elevado. Ao entrar a Rocinha e a rede, as coisas melhoraram um pouco. A imagem no canal analógico estavam péssimas e desbotadas, mas no HD, um primor. Não dá para ignorar a falta de equipamentos e repórteres, e as câmeras até buscavam tomadas diferentes da avenida.

Eliana parecia totalmente insatisfeita e Carlos Nascimento pagou o maior ‘mico’ de sua brilhante trajetória. O apresentador chegou a perguntar o tempo de desfile de cada escola, usou a expressão ‘pleiteiam’ (um pouco formal demais) e questionou, no ar, se o telespectador tinha ouvido uma repórter. O pífio Ibope em SP, chegou a zerar, é fácil ser explicado.

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Dividindo o Nordeste, o SBT Folia e o Band Folia não inovaram. Humoristas e afins viraram apresentadores/repórteres; os blocos foram apresentados da mesma forma. A diferença só acontece porque há alta definição de imagens. O carnaval baiano, até agora ninguém descobriu, não é feito para a TV, uma vez que nem mudanças de alas ou alegorias acontece.

Paralelamente, os Bastidores do Carnaval da RedeTV! voltou a mostrar o mesmo de sempre. Nas concentrações, aquele estilo bem profano e com celebridades, na maioria das vezes, de quinta. Já na Record, que ignorou os festejos de Momo, sua audiência catapultou. Pudera: em várias ocasiões, Globo, Band, SBT e RedeTV! cobriam, ao mesmo tempo, a folia. Virou opção, ainda mais com filmes clássicos como ‘ET’ (exibido na tarde de terça).

A Record também teve seu momento momesco. Ao longo da programação, Mariana Ferrão e Fábio Ramalho apareciam em reportagens feitas nos blocos cariocas. Segunda, o ‘Jornal da Record’ destacou um camarote de cervejaria. Detalhe: a cerveja dos blocos é a da lata azul; e a ‘loira’ da matéria, a de lata vermelha.

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  • ‘A Hungria nos deu o cubo mágico. Aquele negócio que você não monta nunca.’ (Chico Pinheiro)
  • Cléber Machado viu o ex-goleiro Marcos à frente da bateria da Mancha Verde; o arqueiro veio em uma alegoria.
  • ‘São quatro noites de desfiles…’ (Cléber Machado, repetidamente ao longo da sexta e sábado)
  • Cléber também ficou na dúvida se era ou não a cantora Wanderléa durante desfile da Águia de Ouro.
  • ‘Tempo, tempo, tempo…’ (Chico Pinheiro cantarolando quando a Águia estava prestes a estourar o limite de desfile)
  • ‘Um cabo está me prendendo’ (Maurício Kubrusly durante confusão no final de desfile se referindo ao cabo de som)
  • ‘Você que passou pela Ditadura, está sendo preso por um cabo?’ (Chico Pinheiro respondendo ao repórter)
  • ‘Arlequim deu um drible no Pierrot e ficou com a Colombina.’ (Cléber Machado)
  • ‘Cada bola redonda dessas…’ (Glenda Kozlowski)
  • Glenda chamou Beth Carvalho de Beth Faria…
  • Luís Roberto perguntou se Glenda se lembrava das cores primárias. Depois, afirmou que cada lata de tinta da comissão de frente da Renascer de Jacarepaguá representava uma dessas tonalidades. Em seguida, disse que as latas representavam outras cores também.
  • A dupla parecia não aguentar de ansiedade para ver a Beija-Flor.
  • ‘A panela é a irmã da frigideira.’ (Glenda sobre o instrumento usado na bateria)
  • ‘A Gabriela foi buscar o gato no telhado.’ (Glenda a respeito da cena famosa da novela homônima; a personagem ia buscar uma pipa)

ÍNDICES

Durante os dias de folia, “A Vida da Gente” chegou a 15 pontos (no sábado). A audiência foi a menor entre as novelas das 18h desde ‘Escrito nas Estrelas’. Na segunda, “Malhação” somou apenas 9 de média. No domingo, o “BBB”, com 13, bateu recorde negativo. Anteontem, a apuração de SP ficou com 21 de média; em seguida, um plantão jornalístico cravou 27, substituindo a novelinha ‘teen’.

Na Record, o “Legendários” somou 10 (no sábado); já o “Domingo Espetacular” e “Repórter Record” foram líderes (com 14 e 12, respectivamente). E “Rei Davi” também levou a emissora ao primeiro lugar (na segunda, um compacto de mais de 2h30 marcou 4 contra 13 da rival; anteontem, o capítulo inédito venceu por 16 a 14 e bateu recorde).

Uma resposta para Record se dá bem e folia na TV despenca

  1. Mentira a globo esta de parabens nao tem outra emissora no mundo que transmita tao bem o carnaval e a record lixo

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