O que se viu na apuração do Carnaval de São Paulo foi um conjunto de atos insanos que precisam de uma punição exemplar para todos os dirigentes envolvidos no vandalismo que envolveu notas rasgadas, alambrados derrubados e incêndio em alegorias.
É bom que se diga que nada tem a ver a mistura de futebol com escolas de samba, uma vez que duas agremiações não participaram da baderna e outras que não possuem representantes em estádios contribuíram para um final de apuração caótico.
Há anos a apuração de São Paulo é marcada por brigas e nada foi feito, até então, para se evitar algo pior. A não ser um pacto entre Gaviões da Fiel e Mancha Verde (pacto esse que coloca a preta-e-branca no Anhembi e a verde-e-branca em sua quadra no dia da leitura dos quesitos).
Claro que presidentes e diretorias vão negar a participação nos fatos. A prefeitura deveria, sim, cobrar uma atitude da Liga que coordena o Carnaval e transferir a apuração para local fechado. Se o título da Mocidade Alegre foi ou não justo é outro assunto; afirmar que o Carnaval perdeu é chover no molhado.
Em maio a tanto caos, se comemora o fato de não ter havido feridos, do incêndio nas alegorias ter sido rapidamente controlado, e da polícia que estava no Sambódromo não ter respondido com tiros ou truculência.





